Huawei e Microsoft – o futuro das gigantes

Huawei e Microsoft – o futuro das gigantes

Huawei e Microsoft – o futuro das gigantes

No mês passado (maio/19) os notebooks da Huawei sumiram das “prateleiras” das lojas online da Microsoft, sem muitas explicações, apenas seguindo as diretrizes executivas americanas de boicote ao mercado da gigante chinesa.

Apesar de ser amplamente divulgado pelo Governo Americano que os EUA estão mais protecionistas do que nunca e estão em guerra comercial declarada com a China, a Microsoft, até hoje, não se pronunciou oficialmente sobre o assunto.

https://www.bbc.com/portuguese/geral-48425131

A BBC News Brasil publicou em matéria recente:

“Outro golpe recente dos EUA à China foi a decisão de barrar empresas americanas de comercializarem com a gigante de tecnologia chinesa Huawei, que compete diretamente com a Apple e a sul-coreana Samsung em smartphones e tecnologia 5G.”

Hoje, misteriosamente, os laptops Huawei MateBook 13, MateBook e Matebook X Pro voltaram a ser comercializados na loja virtual da Microsoft, mas foi informada à plataforma “The Verge” que: ´Loja Microsoft está vendendo o que ainda há em estoque, que é compatível com as regulamentações americanas atuais´ – tradução nossa.

 Por sua vez, Huawei está atrasando o lançamento do novo notebook que viria com o Sistema operacional Windows  de fábrica e já avisou que sua equipe de inovação e tecnologia está trabalhando incansavelmente para lançar, assim que possível, um sistema operacional próprio, tanto para Laptop quanto para Smartfones – Os EUA que se segurem!

Ahhh.. A Huawei anunciou, também, que será a responsável pela produção da tecnolgia 5G que será implementada em toda a Rússia (só isso! rs).

Acontece que a Microsoft e o Google têm várias parcerias de sucesso com a Huawei e seria quase impossível desatar esses laços do dia para noite.

A solução de nuvem híbrida da Huawei para Azure Stack da Microsoft e o sistema operacional Google Android para os Smartfones Huawei são alguns exemplos de sinergia que ficaremos tristes em não ver mais.

Fique de olho na nuvem para acompanhar as tendências de tecnologia do mundo!

++ Leia mais: O wi-fi 6, o 5G e o CBRS continuarão coexistindo?

Lei de Proteção de Dados e os impactos da nova regulamentação nos negócios

Lei de Proteção de Dados e os impactos da nova regulamentação nos negócios

Lei de Proteção de Dados: os impactos da nova regulamentação nos negócios

Saiba como as empresas devem se adequar à nova legislação e quais os  efeitos no mundo empresarial.

Data protection with a secure password

Conhecida com a quarta revolução industrial, a Indústria 4.0 exigirá cada vez mais ambientes integrados e automatizados, com grande volume de dados e informações essenciais para rodarem.

Por isso, ameaças e ataques cibernéticos são cada vez mais frequentes e temidos pelas empresas, sejam elas de pequeno, médio ou grande porte.

Um ramsoware, por exemplo, pode parar uma produção e ocasionar na perda de dados. Além disso, gestores e empresários devem se preocupar ainda com a proteção, regulamentação e uso das informações públicas e privadas que obtêm de funcionários, fornecedores e clientes, protegendo todos os dados em seu poder ou de parceiros em seu nome.

++ Proteja-se suas informações com backup em  nuvem 

Em mais de 100 países, existem critérios mínimos para permitir a atividade e manuseio de dados no ambiente online.

No Brasil, uma lei sancionada em agosto do último ano, também impõe regras sobre a coleta e o tratamento de informações de pessoas por empresas e órgãos públicos.

É a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que está prevista para entrar em vigor em agosto de 2020. Com ela, as empresas terão mais responsabilidades perante o recolhimento e proteção dos dados pessoais, estando sujeitas a multas de cerca até 2% do faturamento da empresa, que podem chegar a R$ 50 milhões e penalidades em caso de descumprimento e violação das regras relativas à proteção e privacidade dos dados.

O especialista em Segurança da Informação da Indyxa, Tiago Brack Miranda, explica que a adequação à nova lei, trará consequências maiores para o ambiente online, já que a maioria das pessoas possuem registros coletados e armazenados diariamente em um banco de dados, seja por meio das redes sociais ou por empresas.

Tiago alerta que, uma simples compra onde é solicitado o CPF ou qualquer outro documento, também implica a proteção deste dado coletado, portanto, a normativa também vale para o ambiente offline.

“A lei foi desenvolvida para criar diretrizes no acesso às informações e no tratamento dos dados pessoais ou qualquer informação que identifique determinado indivíduo, como nome, CPF e RG, além de informações sobre a etnia, sexualidade e religião”, comenta.

Para as empresas e organizações públicas, a grande mudança com a chegada da nova lei, será fornecer as informações de forma clara e simples, de modo que os indivíduos possam saber como é obtido, armazenado e compartilhado seus dados.

Além de possibilitar ao cidadão, a revogação, portabilidade e a retificação de suas informações.

A LGPD trará grandes mudanças e impactos para as empresas. Entretanto, a lei pode gerar benefícios para as organizações que decidirem implementar as regulamentações antes, proporcionando uma vantagem competitiva no mercado.

“As implementações das normas estabelecidas pela LGPD precisam ser encaradas como uma transformação dos padrões dentro da empresa, e não simplesmente para estar de acordo com a lei”, ressalta Miranda.

++ Inteligência de dados e Geolocalização

Como se adequar à nova lei? 

Tiago comenta que além dos investimentos adequados em tecnologias para evitar o vazamento ou perda de dados de forma maliciosa, será necessária a adequação documental de acordo com a lei.

Políticas e processos deverão ser revisados ou até mesmo elaborados, para serem implementados dentro das empresas.

Também é fundamental o ajuste de aspectos internos da empresa, incluindo cultura e treinamento dos funcionários para haver a conscientização sobre o tema.

É fundamental que as empresas identifiquem quais dados são manipulados e gerenciados, analisando como eles são armazenados e protegidos de possíveis ameaças, potencializando as políticas de privacidade e segurança da empresa, em conformidade com o que determina a lei.

“Será necessário uma mudança na forma como as empresas trabalham com os dados. Torna-se indispensável que as empresas invistam em softwares que identifiquem riscos, façam a gestão das informações, garantindo mais segurança de transferências de dados e controle ao acesso das informações”, finaliza Miranda.

O especialista ainda ressalta que são necessárias algumas práticas para implementar a LGPD nas empresas. Confira:

  • Gerencie e avalie os dados: as empresas precisam estar atentas ao que já está sendo feito internamente e avaliar a proteção dos dados de todos os envolvidos nos processos. É importante implementar soluções e políticas de proteção destes dados em toda a organização.
  • Monitoramento: controle e faça vistorias constantes na empresa, evitando possíveis vazamentos de informações internamente e externamente. E, certifique-se que somente pessoas necessárias tem acesso as informações.
  • Compartilhamento de informações e dados: é necessário que o usuário tenha consentimento do compartilhamento de seus dados. Além disso, as empresas precisam ter em mente que, ao compartilhar informações com terceiros, ela continua responsável por estas informações.
  • Solicitação de informações: com a determinação da lei, os clientes podem solicitar ou excluir os dados a qualquer momento, bem como saber onde esses dados estão armazenados, diante disso, a empresa precisa estar ciente que, ao solicitar as informações, é determinado um prazo para entregar essa informação ao cliente.

Fonte:  Assessoria de Imprensa

Links úteis:

Lei de proteção de dados pessoais (13.709/18)

Facebook F8 e suas novidades tecnológicas

Facebook F8 e suas novidades tecnológicas

Facebook F8  e suas novidades tecnológicas fizeram o mês de maio começar fervendo!

Com a participação de mais de 4.000 pessoas, o Facebook realizou sua conferência anual – F8 – para apresentar as inovações e tendências das redes sociais de Mark Zuckerberg.

Com um leque de ferramentas cada vez maior, nós aqui da nuvem, em conjunto com a agência Fonte 11 Comunicação, separamos tudo que você precisa saber sobre as novidades do grupo Facebook.

++ Imposto de Renda 2019: saiba como declarar suas Criptomoedas

MESSENGER

Em sua nova versão 2.0 a plataforma Messenger já conta com mais de 1.2 bilhão de usuários.

As maiores novidades são ligadas aos famosos bots, que estão em plena ascensão. Com eles será possível oferecer serviços automatizados de compras e suporte, tudo em 1 único chat. Esse chamado “Protocolo de entrega” ainda está em sua versão beta, em fase de testes, mas já indicam que teremos grandes novidades nessa área de automação.

O App trará, também, área para “descobertas” divididas por categorias como Notícias, Comida, entretenimento e etc, mas esse recurso ainda não está disponível aqui no Brasil e sem data para o lançamento tupiniquim.

O F8 trouxe a versão muito aguardada do messenger para desktop, com criptografia em todas as versões e nova funções de engajamento através do watch parties e stories exclusivas.

++ Celulares dobráveis: foi dada a largada

FACEBOOK ANALYTICS

O facebook está apostando alto em Big Data.

O comportamento dos usuários será mais destrinchado. Para quem tem loja virtual, por exemplo, agora será possível medir quantas pessoas que curtiram ou comentaram uma publicação de produto, efetivamente clicaram no link para acessar o e-commerce e converteram compras na loja física. Será o paraíso para os analistas de plantão!

Esse recurso também ainda está em fase de testes, mas já estamos ansiosos por essa função.

Será possível criar um dashboard personalizado, com a criação de publico-alvo personalizadíssimo, nichado pelas interações que cada pessoa teve com determinado tipo de publicação. Isso poderá fazer com que você saiba exatamente quem é sua audiência para cada produto.

REALIDADE AUMENTADA

Durante a conferência foi anunciada a primeira plataforma de Realidade Virtual do mundooooo – o Facebook Spaces.

Lá, os usuários poderão interagir entre si em ambientes totalmente virtuais, como se todos estivessem juntos no mesmo lugar!

Estreou, também, Plataforma de Efeitos de Câmera, que é um editor online de imagem e vídeo dotada de dois recursos principais: Frame Studio e AR Studio.

O Frame Studio permitindo que os usuários possam criar vários efeitos com a nova câmera do face, como molduras, desenhos e filtros com efeitos.

Já o AR Studio permite a criação dos ambientes virtuais com inclusão de foto e vídeo em 360 graus, integrando com chamadas originadas pelo Messenger.

Essa é mais uma das novidades que ainda está em fase de testes, mas você pode fazer inscrição para participar do grupo que irá testar a versão beta (e também acessar o Frames Studio) aqui.

INSTAGRAM

“O futuro é privado” – Assim foi iniciada a palestra de Zuckerberg.

As novidades para o Instagram foram as que fizeram mais barulho!

Já existiam rumores, mas foi confirmado a possibilidade do fim dos “likes” nas fotos da plataforma.  O recurso já está deixando muito influencer nervoso por ai!

A intenção é “focar nas fotos e vídeos que você compartilha, e não em quantas curtidas eles têm” para tornar a rede menos nociva à saúde emocional dos seus usuários.

A versão beta já está sendo testada em contas no Canadá, com planos de expansão para o resto do mundo sem data prevista.

Os stories contaram com novidades nos efeitos de câmera que terão um novo “modo de criação” para filtros e efeitos personalizados.

HEADSETS E WHATSAPP

Para suporte às novas ferramentas de Realidade Virtual, o facebook anunciou uma linha de produtos, os headsets com visor: Oculus Quest e Rift S.

O Whatsapp ficou um pouco de escanteio, com uma atualização tímida em seu alto-falante integrado com facebook, que terá suporte para vídeochamadas pelo WhatsApp.

FACEBOOK

O feed de notícias não será mais a prioridade da home, e sim os ícones dos “grupos” e “eventos” serão os donos do maior destaque do “News Feed”.

O facebook também repaginou seu look: as cores da plataforma mudarão e o tradicional azul será substituído pelo branco, deixando mais áreas de respiro em um layout clean.

Tudo isso acontecerá através de atualizações que chegarão dentro dos próximos meses.

FACEBOOK DATING

O Facebook entrou na onda do “cupido virtual”, concorrendo com o Tinder.

O aplicativo Facebook Dating terá recursos mais privados do que os concorrentes, com a possibilidade de uma lista de “Secret Crush” com base nas pessoas que você tem em sua lista de amigos do Facebook. Caso alguém que faz parte da sua lista criar uma lista que também inclui você, DEU MATCH!

Ufa, muita inovação, não é?

Conta pra gente, você gostou das novidades?

Nos vemos na nuvem!

Fontes (pesquisa e imagens):

https://www.facebook.com/business/news/facebook-f8-resumo

https://resultadosdigitais.com.br/blog/facebook-f8-2019/

https://canaltech.com.br/redes-sociais/youtube-bug-some-com-botao-assistir-mais-tarde-138441/

Big Data chega ao Big Mac

Big Data chega ao Big Mac

O big data parece ter aterrissado no McDonald’s. A rede de fast food anunciou a compra de uma empresa de inteligência artificial, a Dynamic Yield. A empresa é focada em sistemas de personalização automáticos.
Com a nova aquisição o McDonald’s espera criar menus interativos e personalizados para agradar os clientes. A intenção é oferecer, por exemplo, bebidas e sobremesas de acordo com o tempo. E das recomendações de sanduíches de acordo com outro item que o cliente tenha selecionado ou com base no que é mais vendido nos restaurantes da rede. Em 2018, foram realizados vários testes em restaurantes nos EUA.

Para implementar os algoritmos, a Dynamic Yield vai precisar monitorar uma grande quantidade de dados.  Desde a temperatura, o horário da compra e o histórico de venda de cada restaurante da rede. Todos os dados são cruzados e analisados. Isso é o que chamamos de big data.

+++Celulares Dobráveis – Foi Dada À Largada

A rede

Atualmente, McDonald’s conta com 38 mil restaurantes em mais de 100 países.

Mais tecnologia

É preciso dar um salto tecnológico para se manter na vanguarda, e oferecer experiências ao cliente.
Uma das grandes inovações nessa área de fast food, no entanto vem da parceria entre a chinesa Alibaba e o KFC. Essa parceria que em 2017 implementou um sistema de reconhecimento facial em que o pagamento era efetuado com um sorriso (Smile to Pay)

Já o restaurante Wow Bao de Chicago implementou um sistema que detecta clientes fidelizados na fila e um menu interativo personaliza as opções favoritas do cliente.

 

Mc TEC na prática

 

O Mc não deve implementar nada muito elaborado neste início. O foco agora é usar a tecnologia nos drives da rede nos Estados Unidos para diminuir filas.
De acordo com assessoria de imprensa, a tecnologia vai permitir ao McDonalds ser uma das primeiras empresas a integrar tecnologia que ajuda decisões em pontos de venda físicos.
Em 2020, a tecnologia deve expandir para os restaurantes da rede fora dos Estados Unidos. Será que chega aqui no Brasil?

“Quando se servem 68 milhões de clientes todos os dias, a nossa capacidade para aprender com os seus comportamentos e traduzir isso em tecnologia é imbatível”, disse o presidente executivo do McDonalds, Steve Easterbrook.

+++Inteligência De Dados: Como O Consumidor Se Comporta No Dia A Dia Através Da Geolocalização

MC NEGOCIAÇÃO

Os valores da negociação, mas estima-se que os valores tenham ultrapassado os 300 milhões de dólares.
É a maior aquisição da empresa em 20 anos, desde a compra da cadeia de restaurantes de frango frito Boston Market em 2000.
Já a Dynamic Yield desenvolve algoritmos para recomendar produtos e serviços desde 2011.

Inteligência de dados:  como o consumidor se comporta no dia a dia através da geolocalização

Inteligência de dados: como o consumidor se comporta no dia a dia através da geolocalização

No começo dos anos 2000, os cookies eram as grandes estrelas do marketing digital. Não, não estamos falando sobre biscoitos. Na verdade, os cookies são um pequeno conjunto de linhas de código que são inseridos no navegador que o usuário utiliza para acessar a internet. O papel deles é criar um registro com informações básicas como endereços IP, preferências de idiomas e até itens que foram abandonados na cesta de compra de um e-commerce.

Com essas informações, os donos de e-commerce tiveram a oportunidade de criar experiências mais personalizadas para o usuário. Um item foi largado no carrinho? Que tal enviar um e-mail para quem o abandonou oferecendo um desconto? Acessaram um produto, mas não fecharam a compra? Basta investir em anúncios digitais expondo o mesmo produto para o cliente.

Por isso, durante muitos anos, o varejo físico se manteve em desvantagem estratégica. Embora fosse possível acessar um raio-x completo sobre o comportamento da clientela no mundo digital, o mundo offline continuava sendo uma incógnita.
Mas aí chegou o mobile e virou o jogo. O dispositivo está presente em todos os momentos de tomada de decisão do consumidor, assim, gerando insights valiosos sobre como criar uma experiência adaptada às vivências do usuário.

Computadores de bolso

Inteligência de dados: o mobile é a bússola do comportamento offline.
No passado, se conectar à internet era um verdadeiro ritual. Todas as suas atividades eram pausadas em prol de ligar o computador e acessar seus sites preferidos. Com o avanço da tecnologia, a computação se tornou cada vez mais acessível, rápida e barata. Foi assim que os celulares evoluíram de meros aparelhos de telefonia para verdadeiros computadores de bolso – possibilitando que as pessoas se conectassem à internet sem a necessidade de pausar as suas tarefas.

+++ Apple TV+, Cartões, Games E Notícias

Assim, a coleta de informações sobre o comportamento do consumidor deixou de se limitar ao momento de interação entre as pessoas e o desktop. Agora, os smartphones armazenam dados valiosos sobre como o público interage com o mundo. Por isso, a inteligência de dados se transformou em uma verdadeira arma secreta para o varejista turbinar a experiência dos seus clientes no meio offline.

Existem muitas opções de dados no mercado. No entanto, os dados de geolocalização se destacam quando o assunto é prover inteligência para o varejo físico. Saber, por exemplo, qual loja da concorrência é a preferida do público é uma informação valiosa para construir estratégias de fidelização.

Geolocalização que influencia o varejo

Vamos supor que você é dono de uma rede de farmácias. Você sabia que o fluxo de visitas a esse tipo de estabelecimento cresceu mais de 40% no início do verão em 2019 em relação ao mesmo período de 2018? Esse tipo de informação estratégica só foi extraída graças à análise de dados de geolocalização de mais de 60 milhões de celulares espalhados por todo o Brasil. Ao levar o dado em consideração, o empresário do setor farmacêutico pode investir em aumentar o estoque de itens indispensáveis para o verão como água, protetor solar e bronzeador, por exemplo.

Quando se fala de inteligência de dados para os diferentes segmentos do varejo, as possibilidades são praticamente infinitas. É possível usar essas informações para gerar insights para momentos de tomada de decisão de negócios, criar campanhas publicitárias de mídia geolocalizada, otimizar o fluxo de visitantes das lojas, enriquecer a experiência do consumidor no mundo offline, … O céu é o limite!

Por isso, antes de recorrer à inteligência de dados, delimite bem qual é o seu objetivo. Você precisa atrair mais clientes para as suas lojas? Investir em brand awareness? Entender a evolução das visitas aos pontos de venda durante o ano? Após esclarecer o seu objetivo, recorra à estratégia que encaixa-se melhor com o seu desafio. Seu negócio agradece!

Fonte – Assessoria de Imprensa

Interoperabilidade clínica: a ciência de dados que pode salvar vidas

Interoperabilidade clínica: a ciência de dados que pode salvar vidas

* Claudio Santos,

Interoperabilidade clínica – Em quatro décadas, a expectativa de vida do brasileiro saltou de 62,52 anos em 1980 para 75 anos,  em 2018, segundo dados apresentados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

Embora o aumento da perspectiva de vida deva ser comemorado, os desafios na área da saúde, com a baixa capacidade do sistema de saúde em atender a alta demanda para esse tipo de atendimento, e a ineficiência em processos simples como a interoperabilidade de dados clínicos, trazem à luz a discussão sobre as oportunidades que o setor de tecnologia tem pela frente.

E, essa é uma das razões que a saúde é o setor da economia que mais tem experimentado uma modernização de processos com novas ferramentas e soluções tecnológicas, que estão provocando uma transformação no segmento.

De acordo com a IDC, o mercado de TI vai movimentar US$ 2,7 trilhões até 2020 e boa parte desse montante será aplicada na área da saúde.

Os avanços trouxeram inúmeros benefícios para essas instituições, mas ainda há um gargalo a ser superado: como registrar o histórico dos pacientes?

 

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Do médico residente em uma UBS ou de um hospital, do Norte ao Sul do país, as informações dos pacientes geralmente residem em vários locais dispersos.

E pior que isso, a falta de conhecimento do histórico de atendimento é a causa de um enorme prejuízo para os hospitais  do Brasil.

Segundo a Associação Nacional de Hospitais Privados (ANAHP), o desperdício com fraudes, compra indevida de insumos, e exames desnecessários, chegou à cifra de R$ 100 bilhões no ano passado. Infelizmente, a repetição de exame se tornou uma realidade do Brasil, porque os sistemas hospitalares ainda estão presos ao papel e os sistemas internos não se comunicam, e esse problema gera prejuízos tanto aos sistemas públicos e privados de saúde.

 

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Mas há uma saída para reduzir esses custos e garantir que os dados do paciente permaneçam acessíveis: Investimento em interoperabilidade.

Mais que uma tecnologia, a integração de dados  é um conceito que assegura que os sistemas de saúde e seus funcionários troquem informações de maneira eficaz e coordenada – evitando retrabalhos e desperdícios, mitigando riscos relacionados a falhas humanas quando lidam com informações sensíveis de pacientes. e isso acontece porque esse tipo de solução não visa apenas oferecer aos provedores de saúde uma vantagem competitiva em relação a concorrência, mas permitir que os pacientes sejam atendidos de forma mais rápida e eficiente.

 

Imagine que sem acesso a todas as informações do paciente, os médicos não estão preparados para tomar as melhores decisões sobre diagnósticos, mas basta algumas etapas simples para que as organizações se tornem bem sucedidas ao tornar os sistemas hospitalares interoperáveis.

O primeiro passo é a integração interna. O que motiva a digitalização de dados da saúde é a busca por eficiência operacional, um aspecto vital em um setor tão sensível. Embora a adoção generalizada de registros eletrônicos de saúde (EHRs) seja considerada uma vantagem estratégica, nem sempre é fácil de ser alcançada.

 

Uma pesquisa da revista americana, Becker’s Hospital Review, principal publicação do segmento hospitalar no mundo, mostra que para 72% dos gestores da área, a falta de capacidade de integrar todas as informações, de vários setores dentro de um centro clínico, impede a redução de carga de trabalho de colaboradores e prejudica a eficiência da operação. Garantir o sucesso do gerenciamento de todas essas informações é o primeiro passo na preparação para uma interoperabilidade em larga escala.

Depois, é preciso assegurar a integração com a automatização de processos manuais. Muitas corporações ainda operam em uma infraestrutura desatualizada que requer trabalho manual para coletar e transferir todas as informações. Essa tarefa gera gastos excessivos com a força de trabalho e, mais do que isso, demanda tempo em atividades que poderiam ser facilmente automatizadas.

A interoperabilidade aqui visa reduzir esses custos e liberar os funcionários para se concentrarem em atividades mais estratégicas e de maior valor para a organização e para a vida das pessoas.

Por fim, é preciso estar preparado para as transições constantes. É possível que a criação de um novo departamento afete o orçamento da instituição.

Ou talvez, a mudança de um fornecedor de estoque venha impactar a cadeia de fornecimento de insumos ou de equipamentos. Uma estratégia bem sucedida de interoperabilidade deve levar em conta essas mudanças, garantindo que elas não interrompam a capacidade de trafegar os dados entre sistemas.

Depois dessas etapas, podemos trazer a discussão para um próximo nível: o do empoderamento. É que com os dados na palma da mão, o paciente pode ter acesso ao seu histórico clínico, tornando-se mais responsável pela sua própria saúde e capacitado para cobrar por um atendimento melhor. E, para as organizações, o benefício é ainda maior, porque a eficiência criada por uma base analítica de informações clinicas permitem otimizar a oferta de serviços, e, reduzir custos desnecessários causados pela ineficiência e repetição de processos.

Então, a área da saúde também precisa enxergar que a salvação para muitas vidas está também na inteligência e integração de dados.

* Diretor Estratégico da Divisão de Saúde da Infor.