Reconhecimento Facial em Estádios: Questões de Privacidade Levantadas pela ANPD
No panorama atual de avanços tecnológicos, o uso de reconhecimento facial em estádios tornou-se um ponto de intenso debate no Brasil. Recentemente, a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) colocou em evidência a aplicação irregular desta tecnologia em espaços públicos, particularmente em estádios, levantando preocupações significativas sobre privacidade e consentimento.
Implementação Tecnológica e Preocupações Éticas
A adoção de sistemas de reconhecimento facial pelos organizadores de eventos esportivos visa aumentar a segurança e a eficiência na identificação de indivíduos. No entanto, segundo relatos da ANPD, há uma lacuna considerável entre a utilização dessa tecnologia e o cumprimento das normativas de proteção de dados pessoais.
A prática, que envolve capturar e analisar características faciais dos torcedores ao entrar nos estádios, é feita muitas vezes sem o consentimento explícito dos indivíduos, contrariando os princípios básicos da legislação brasileira sobre dados pessoais. Este cenário desperta um debate urgente sobre a necessidade de regulamentações mais robustas que garantam que o uso de tais tecnologias não infrinja os direitos à privacidade.
Desafios Legais e Regulatórios
A falta de clareza nas diretrizes regulatórias para o uso de reconhecimento facial em ambientes como estádios tem gerado insegurança jurídica. Enquanto alguns defendem seu uso para garantir a segurança pública, outros questionam a eficácia e a ética de coletar dados biométricos sem consentimento apropriado.
A ANPD está atualmente investigando essas práticas e propõe que qualquer implementação de tecnologias que envolvam dados sensíveis como biometria facial deve seguir rigorosamente os preceitos da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Isso inclui a transparência sobre a coleta e uso dos dados, a garantia de consentimento livre e esclarecido por parte dos usuários, e a implementação de medidas eficazes de segurança para proteger esses dados contra acessos não autorizados.
À medida que o debate público sobre as implicações éticas do reconhecimento facial ganha força, cresce a pressão sobre reguladores e empresas para estabelecer um equilíbrio entre segurança e privacidade. A decisão da ANPD de intervir pode servir como um precedente para a adoção de práticas mais transparentes e responsáveis em todo o setor.
O caminho para uma implementação responsável de tecnologias de reconhecimento facial em estádios e outros espaços públicos passa, inevitavelmente, pelo aprimoramento das políticas de privacidade e pela educação dos cidadãos sobre seus direitos digitais.
Este episódio reforça a necessidade de um diálogo contínuo entre tecnologia, lei e ética, essencial para moldar o futuro da vigilância em sociedades democráticas. As partes interessadas são incentivadas a participar ativamente das discussões regulatórias para garantir que a inovação tecnológica não ultrapasse os limites da privacidade individual.
Para mais informações sobre as últimas atualizações regulatórias e discussões sobre privacidade e tecnologia, acompanhe no site do GOV.BR
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ANPD Notifica RaiaDrogasil por Uso Indevido de Dados pessoais de Clientes
A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) emitiu uma notificação à RaiaDrogasil devido ao uso de dados sensíveis de consumidores sem consentimento explícito. A investigação ocorre no contexto da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que regula a coleta, armazenamento e processamento de dados pessoais no Brasil.
O Que Motivou a Notificação?
De acordo com a ANPD, a rede de farmácias teria utilizado dados pessoais de clientes para finalidades não especificadas de forma clara. Por isso, surgem preocupações sobre transparência e conformidade legal. Informações como histórico de compras de medicamentos podem ser classificadas como dados pessoais sensíveis. Dessa forma, exigem um nível elevado de proteção e consentimento explícito do titular.
A denúncia inicial partiu de consumidores que notaram a utilização de seus dados pessoais sem autorização explícita. Assim, a ANPD exigiu esclarecimentos da empresa. Caso a RaiaDrogasil não apresente justificativas adequadas, poderá enfrentar sanções severas. Essas penalidades incluem multas milionárias e restrições operacionais.
Impacto para o Setor de Saúde e Tecnologia
A decisão da ANPD reforça a importância da governança de dados e do compliance no setor de saúde e varejo farmacêutico. Sendo assim, empresas que coletam dados devem investir em segurança da informação, anonimização de dados e gestão eficiente da privacidade para evitar violações e penalidades.
Além disso, especialistas alertam que a digitalização do setor demanda soluções robustas de proteção de dados. Principalmente diante do avanço de inteligência artificial e automação no atendimento ao consumidor. Afinal, negligenciar a proteção de dados sensíveis pode comprometer a reputação e a confiança do público.
O Que Diz a RaiaDrogasil?
A empresa ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso. No entanto, fontes do mercado indicam que um plano de adequação à LGPD já está em andamento. Vale lembrar que o setor farmacêutico é um dos que mais lida com dados pessoais. Por isso, torna-se essencial a adoção de tecnologias seguras e boas práticas de governança.
Como Empresas Podem Evitar Penalizações?
Diante do cenário regulatório cada vez mais rigoroso, organizações que lidam com dados pessoais devem seguir algumas diretrizes essenciais. Veja a seguir:
Obter Consentimento Explícito: Garantir que os consumidores estejam plenamente informados sobre o uso de seus dados pessoais e forneçam consentimento ativo.
Implementar Políticas de Privacidade Claras: Informações devem ser acessíveis e objetivas. Dessa forma, evitam ambiguidades na coleta e processamento de dados pessoais.
Investir em Cibersegurança: Soluções como criptografia, autenticação multifator e monitoramento contínuo reduzem os riscos de vazamentos de dados pessoais.
Realizar Auditorias Periódicas: Revisões frequentes nos processos de coleta e armazenamento ajudam a garantir a conformidade com a LGPD. Além disso, identificam possíveis falhas antes que causem impactos negativos.
Capacitar Equipes: Funcionários precisam estar treinados para lidar com dados pessoais e seguir boas práticas de proteção de informações. Dessa maneira, minimizam riscos e fortalecem a segurança interna.
A notificação da ANPD contra a RaiaDrogasil serve como um alerta para todo o mercado. Assim, empresas que atuam na interseção entre tecnologia, saúde e varejo devem redobrar a atenção às normas de proteção de dados pessoais. Dessa forma, evitam penalidades e preservam a confiança dos clientes. Além disso, o uso responsável de dados pessoais não é apenas uma exigência legal. Trata-se também de uma questão essencial para a sustentabilidade e credibilidade das marcas no ambiente digital.
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Inteligência Artificial: Será o fim da hegemonia do Google ou sua maior fortaleza?
Por mais de 20 anos, o Google dominou as buscas na internet, transformando o ato de “googlar” em algo tão comum que o termo foi oficializado no dicionário. Contudo, o avanço da inteligência artificial (IA) está levantando dúvidas sobre o futuro dessa liderança.
Desde o lançamento do ChatGPT, da OpenAI, em 2022, especialistas e líderes do setor, como Sam Altman e Bill Gates, preveem que a IA pode superar o modelo tradicional do Google. Mais recentemente, o ChatGPT integrou um sistema de busca em tempo real que desafiou diretamente a gigante das buscas.
Apesar desse cenário, o The Washington Post pontua que, embora seja possível que a IA enfraqueça o Google, também existe a possibilidade de que ela o fortaleça ainda mais. O periódico relembra outros momentos da história onde o mesmo temor foi levantado: redes sociais e aplicativos foram vistos como possíveis substitutos do Google, mas, em vez de enfraquecerem a gigante, contribuíram para torná-la ainda mais dominante.
O Google e as “ameaças” do passado
Nos primórdios do iPhone, Facebook e Twitter (atual X), especialistas diziam que o futuro seria planejar férias em um app de viagens, e não mais pesquisando hotéis no Google.
Em 2010, Steve Jobs afirmou que “em um dispositivo móvel, a pesquisa não acontece”.
Outros previam que, ao invés de pesquisar por câmeras digitais no Google, passaríamos a pedir opiniões de contatos no Facebook.
Um investidor de tecnologia reforçou essa visão ao afirmar: “Para cada segundo que as pessoas estão no Facebook, é um segundo a menos que elas estão no Google”.
Por que essas previsões falharam? Embora redes como TikTok, Reddit, Facebook e Amazon hoje sejam usadas para buscar produtos e informações, o Google continuou se fortalecendo.
Em 2010, o Google recebia bilhões de buscas anuais; hoje, esse número chegou aos trilhões.
No mesmo período, a receita com anúncios da empresa cresceu 900%, saltando de US$ 20 bilhões para uma projeção de US$ 200 bilhões em 2024.
Ou seja, mudar os hábitos tecnológicos não significa abandonar outros costumes. Smartphones e redes sociais transformaram a forma como consumimos informações, mas também aumentaram nossa dependência das buscas do Google.
11ª Edição do Congresso de TI: Um Evento Consolidado e de Grande Impacto
Com mais de 10 anos de história, o Congresso de TI é um dos maiores eventos do setor, com um histórico de mais de 1 milhão de espectadores e 2.200 horas de conteúdo de palestras gravadas. Este ano, na 11ª edição, o congresso reunirá líderes e especialistas em tecnologia para discutir a Inteligência Artificial aplicada aos negócios. O evento será dia 10 de dezembro, à partir das 09h e de forma gratuita, online e ao vivo e abordará temas de ponta, como a otimização de cadeias de suprimentos, a personalização de experiências para clientes e a identificação de novas fontes de receita, tudo através do poder da IA.
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IA: ameaça ou oportunidade? A história sugere que mudanças tecnológicas podem coexistir com a hegemonia do Google, mas a IA traz um desafio diferente. Assistentes de IA, por exemplo, podem guiar usuários em tarefas completas, como planejar um jardim, comprar itens ou contratar serviços, sem a necessidade de acessar o Google.
A OpenAI afirmou que muitas pessoas já usam o ChatGPT para buscar informações na web. No entanto, o Post alerta que prever o impacto de novas tecnologias é um erro comum. “A noção de que podemos prever como essas tecnologias vão evoluir é tola”, afirma David B. Yoffie, professor da Harvard Business School.
O juiz responsável pelo processo de monopólio contra o Google também reconhece o potencial disruptivo da IA, mas pondera: “A IA pode, um dia, alterar fundamentalmente a pesquisa, mas não tão cedo.”
Enquanto a gigante das buscas se adapta e apela contra decisões legais, resta ao mercado observar como a IA moldará o futuro da tecnologia. Será ela um divisor de águas ou mais um capítulo na história de sucesso do Google?
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Transformação Digital: Mercado de Tecnologia Explode com Crescimento de 740% em 10 Anos no Brasil.
O setor de tecnologia experimentou um crescimento impressionante no mercado de trabalho brasileiro, com profissões da área registrando aumento de até 740% entre 2012 e 2022. Em contrapartida, ocupações ligadas a atividades administrativas, financeiras e de atendimento ao público enfrentaram uma queda de mais de 80% no mesmo período. Esses dados fazem parte de um estudo inédito da FecomercioSP, que analisou o impacto das mudanças tecnológicas e socioeconômicas sobre o emprego formal no Brasil.
Com base nos dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho, o estudo identificou 30 profissões em alta, especialmente nas áreas de computação e Tecnologia da Informação (TI). O cargo de engenheiro de sistemas operacionais liderou o crescimento com uma alta de 741,2%, seguido por pesquisador em ciências da computação (579,3%) e tecnólogo em gestão de TI (450,7%).
Em números absolutos, funções como analista de desenvolvimento de sistemas (+117.046 vínculos), programador de sistemas (+72.332) e técnico de apoio ao usuário de internet (+36.372) foram as que mais contribuíram para o aumento de empregos. No total, o número de vínculos formais nessas profissões subiu de 445 mil em 2012 para 868,1 mil em 2022, um crescimento de 95%.
Por outro lado, o avanço da digitalização resultou em retração para diversas profissões. Áreas como atendimento ao público, vendas e serviços administrativos registraram uma perda de cerca de 1,3 milhão de postos de trabalho em uma década.
Entre as funções mais impactadas estão auxiliar de escritório (-390.100 vagas), vendedor de comércio varejista (-278.117) e cobrador de transporte coletivo (-99.814). Proporcionalmente, cargos como monitor de teleatendimento (-88,4%) e operador de cobrança bancária (-83,1%) sofreram as maiores reduções.
Tendências e Desafios do Futuro do Trabalho
Além dos dados nacionais, o estudo se alinha a análises globais de instituições como o Fórum Econômico Mundial (FEM) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT), que apontam a rápida expansão das profissões tecnológicas em detrimento de funções tradicionais.
Jaime Vasconcellos, assessor da FecomercioSP, destaca que a evolução tecnológica continuará a moldar o mercado de trabalho, mas isso dependerá do nível de digitalização das empresas, da força de trabalho e do ambiente regulatório e econômico do país.
“A tecnologia tem o potencial de gerar transformações ainda mais profundas no mercado laboral. No entanto, para que isso aconteça, é necessário um ambiente econômico e social que favoreça a inovação e permita sua ampla absorção,” conclui Vasconcellos.
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Governo Brasileiro Abre Inquérito Contra TikTok por Possível Violação de Dados de Crianças e Adolescentes.
A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) abriu um processo nesta segunda-feira (4) para investigar a possível violação de dados pessoais de crianças e adolescentes pelo TikTok no Brasil. A ação envolve suspeitas de tratamento irregular de dados e a falta de mecanismos adequados de verificação de idade na plataforma.
Exigências da ANPD ao TikTok
A ANPD determinou que o TikTok tome medidas imediatas para garantir a proteção dos dados dos usuários menores de idade. Entre as exigências, destaca-se a desativação do feed sem cadastro. Atualmente, qualquer pessoa pode visualizar o conteúdo do TikTok sem precisar de um login, mas não pode interagir com as publicações (curtir ou comentar). A plataforma terá um prazo de 10 dias para implementar essa mudança.
Além disso, a ANPD concedeu 20 dias para que o TikTok apresente um plano detalhado para reforçar os mecanismos de verificação de idade, assegurando que apenas usuários com a idade adequada possam acessar o conteúdo da plataforma.
Irregularidades na Verificação de Idade e Tratamento de Dados
A investigação da ANPD aponta que a equipe técnica identificou indícios de violações à Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), com possíveis impactos diretos na proteção de dados de menores. A fragilidade dos mecanismos de verificação de idade e o tratamento indevido de dados pessoais de crianças e adolescentes podem configurar descumprimento do artigo 14 da LGPD, que exige consentimento expresso dos responsáveis para o tratamento de dados de menores.
A ANPD também questiona a coleta de dados pessoais sem cadastro e sem a devida verificação de idade, além da personalização de conteúdo no feed de usuários que acessam a plataforma sem realizar login.
O TikTok já está sendo alvo de discussões semelhantes em outros países, como França, Itália, Irlanda, Reino Unido e Estados Unidos, onde o acesso sem cadastro foi ou está sendo desativado. A ANPD ressaltou que existe uma crescente pressão internacional para que a plataforma adote ferramentas mais rigorosas de verificação de idade, devido à grande presença de crianças e adolescentes na plataforma.
Em resposta à ANPD, o TikTok afirmou que está comprometido com a segurança e privacidade de seus usuários, especialmente os mais jovens. A plataforma destacou que a idade mínima para criar uma conta é 13 anos e que continua removendo contas que não atendem a esse requisito. A empresa também reconheceu que o aprimoramento da verificação de idade é um desafio enfrentado por toda a indústria e se comprometeu a colaborar com a ANPD e outras entidades para fortalecer suas políticas de proteção de dados.
fonte:g1
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